Acho que o grande lance sobre decidir ter um filho é decidir fazer uma escolha sem retorno. Eu sempre fui o menino chato que no videogame procurava o “reset” quando perdia uma vida, mesmo quando podia seguir com o jogo. Tocando, sempre fui o primeiro que notava uma nota errada e pedia para recomeçar, quando as coisas estão ruins, sempre penso “Poderia ser outra coisa” ou “Quero começar de novo!”. Longe de ser perfeccionista, sempre fui uma mula empacada por não saber seguir em frente com projetos, idéias, sonhos. O fato de estar numa empreitada em que terei de aprender a seguir em frente só com a minha escolha e com os milhões de erros que virão é assustador, e, de algum modo, grande… É como ter significado alguma coisa tornando-a inevitável. Acho que nesse “iniciozinho” tão enorme, a dica não é exatamente “tenha certeza”- você nunca vai ter! Pessoalmente a experiência está mais próxima de Vai continuar ou desisitir? Continuar, e só.
Meu divã tava ouvindo isso ontem! Escolhas definitivas! Tão dificil sustenta-las! No caso de filhos, impossivel não faze-lo! A gente que se vire e bola pra frente! Ao menos, escolha de amor foi, isso sempre!
ResponderExcluirVê se escreve, seria bom ter uma perspectiva masculina sobre os filhos e tudo que desperta nos pais de primeira viagem!
Lynn